FLUOR: REMÉDIO OU VENENO? – Revista Mais Capital – Junho de 2010

fluor

SAÚDE

FLUOR: REMÉDIO OU VENENO?
Subornos, chantagens, marketing, manipulação de dados, conheça o vale-tudo que levou ao processo de adição do flúor que chega em nossas casas

POR ALEXANDRE FELDMAN, médico, clínico-geral, membro da American Headache
Society e autor dos livros: Enxaqueca Finalmente Uma Saída (publicado também em
Portugal), A Dor de Cabeça Morre Pela Boca, Life Management (editado na Europa e
sem tradução brasileira), e Cefaléias Primárias, Diagnóstico e Tratamento (para
médicos).

“Nós estamos todos sendo medicados, sem o menor direito de opção”

Você toma água e com ela flúor. Tudo porque as companhias de abastecimento têm que
fluoretar a água (Lei 6050/74). De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 70
milhões de brasileiros são atingidos por essa medida (60% dos municípios brasileiros).
Essa exigência foi instituída com o objetivo de prevenir as cáries dentárias. Em nosso
país, a prática teve início em 31 de outubro de 1953, no município de Baixo Guandu (ES).
Em Brasília, aproximadamente 98% da água, distribuída pela Companhia de Água e
Esgotos de Brasília (CAESB) para a população recebe flúor.

Contudo, O flúor é um gás amarelo, venenoso e altamente corrosivo. É
utilizado industrialmente para matar micróbios, mas também mata nossas
células. O flúor é altamente reativo, por isso nunca se encontra puro na natureza,
mas sempre combinado com outros elementos. Ele é tão reativo que pode corroer até
o vidro, aço, ferro e alumínio. Juntamente com o mercúrio, o flúor encontra-se na
lista das substâncias mais venenosas do planeta.

O flúor, quando combinado a certos elementos químicos, é utilizado em várias áreas
da atividade humana. O ácido fluorídrico (flúor e hidrogênio em água) é utilizado na
indústria. Já o fluoreto de sódio encontra-se, em alta concentração, em venenos de
rato e pesticidas; ao passo que em concentração mais baixa, ele é adicionado à sua
pasta de dente. Outro composto de flúor, denominado hexafluorosilicato de sódio é
adicionado à nossa água potável. Os especialistas afirmam, categoricamente, que a
substância não é apenas segura, mas também previne cáries e melhora a saúde dos
dentes. Por isso, a sua adição à água se tornou compulsória no Brasil!
Os especialistas mencionam estudos comparando os índices de cáries em áreas
fluoretadas versus não-fluoretadas, e que alegam demonstrar reduções dramáticas nas
cáries em crianças, com diferenças de até 60%.

 “os dentistas dissidentes recebiam censuras ou até chegavam a perder o seu
registro pela Associação Americana de Odontologia”

Se isso fosse verdadeiro e se o flúor fosse, de fato, um composto seguro, estaríamos
diante de uma substância milagrosa. Mas ainda assim, não se justificaria acrescentá-la
compulsoriamente à água que bebemos. Nós estamos todos sendo medicados, sem o
menor direito de opção. E como veremos a seguir, os indícios de que o flúor na água
realmente diminui as cáries não são tão confiáveis. Além disso, diversos estudos
demonstram, convincentemente, que a incidência de cáries é mais alta em regiões
fluoretadas.

No início do século 20, constatou-se, nos Estados Unidos, que crianças que habitavam
certas regiões possuíam índices mais elevados de problema de manchas no esmalte
dos dentes, que mais tarde passou a se chamar fluorose dentária. Estudos posteriores
revelaram que a fluorose dentária era causada por altas concentrações de flúor que
ocorriam naturalmente em alguns sistemas hídricos. Tais descobertas fizeram com
que, em 1930, a Sociedade Odontológica Americana (American Dental Society) e o
Departamento de Saúde Pública dos Estados Unidos, na pessoa do epidemiologista e
dentista responsável, Dr. Trendley Dean, agissem em conjunto no sentido de retirar o
flúor daquelas águas.

ALCOA – Naquela mesma década, um outro personagem, o químico Gerald Cox, que
trabalhava no Instituto Mellon (a família Mellon era proprietária da Aluminum Company
of America, ALCOA), empunhou a bandeira de que uma pequena dose de flúor poderia
não apenas evitar a fluorose dentária, mas também as cáries. Ele fez essas afirmações
sem o embasamento de nenhum estudo sério – nem sequer em animais – e sugeriu
que o suplemento de flúor poderia ser seguro e eficaz.

Coincidentemente, um dos maiores dejetos da indústria de alumínio é o fluor. Devido à
sua característica extremamente corrosiva e tóxica, a destinação do flúor era, na
época, uma atividade perigosa e controversa, que custava milhões de dólares.
Coincidentemente – mais uma vez – o fundador da ALCOA, Andrew Mellon, era também
o Secretário do Tesouro dos Estados Unidos (equivalente a algo como ministro da
fazenda no Brasil) no início da década de 1930. E na época, o Serviço de Saúde Pública
dos Estados Unidos era controlado pela Secretaria do Tesouro…

Na segunda metade da mesma década de 1930, o Dr. Trendley Dean, aquele que
retirou o flúor das águas contaminadas, acabou apoiando a adição de uma parte por
milhão de flúor à água, como sendo um método eficaz de redução de cáries.
Em 18 de setembro de 1943, a Associação Médica Americana (American Medical
Association) advertiu que o flúor era um veneno poderoso, e que seu acúmulo na
natureza poderia gerar consequências tóxicas, caso a água viesse a ser fluoretada.

Em 1º. de outubro de 1944, o Journal of the American Dental Association também
advertiu que “os potenciais danos pesavam mais que os potenciais benefícios”.

Naquele mesmo artigo, a Associação Odontológica Americana reconheceu que até
mesmo concentrações de 1,2 a 3 ppm de flúor na água potável, poderiam estar
associadas a “distúrbios do desenvolvimento dos ossos, como osteoesclerose,
espondilose e osteoporose”.

Apesar de todas essas advertências, o Dr. Gerald Cox convenceu um dentista do
estado de Wisconsin, Dr. J. J. Frisch, a promover ativamente a fluoretação da água
potável, chegando a escrever um livro intitulado “A Luta Pela Fluoretação”.

Segundo os historiadores, o dentista levou a bandeira adiante com um fanatismo religioso, transformando a questão em uma cruzada política.

Segundo os registros das Audiências do Comitê Norte-Americano de Comércio
Interestadual e Estrangeiro ocorridas entre 25 e 27 de maio de 1954, a ALCOA
contratou, em 1944, um grande advogado, Oscar Ewing, por um mega-salário anual
de 750 mil dólares, apesar da empresa não estar enfrentando, à época, grandes
processos judiciais. Em 1947, por mais uma dessas coincidências, o advogado deixou
empresa para aceitar o cargo de Administrador da Agência Federal de Segurança
Norte-Americana. Uma das subsidiárias dessa agência era o Serviço de Saúde Pública
dos Estados Unidos, que na década de 1930 se encontrava sob o controle direto de
Andrew Mellon da ALCOA. O advogado fez grande alarde sobre sua saída altruísta de
um emprego tão bem pago, para servir o povo em um cargo público. E lançou, ao
mesmo tempo, uma campanha nacional vigorosa no sentido de promover a fluoretação
de todo o fornecimento de água dos Estados Unidos.

A Propaganda Pró-fluor entra em ação – A campanha de fluoretação era um
desafio gigantesco, de modo que Oscar Ewing contratou o maior mestre em relações
públicas dos Estados Unidos: Edward L. Bernays. Ele é conhecido, até hoje, como o
“Pai das Relações Públicas”. Viveu 104 anos, de 1891 a 1995. Austríaco de
nascimento, ele era, entre outras coisas, sobrinho de Sigmund Freud, o pai da
psicanálise. No seu mais importante livro, intitulado “Propaganda”, Bernays afirma:

” A manipulação consciente e inteligente da opinião e dos hábitos das massas é um
elemento importante na sociedade democrática. Seus manipuladores constituem um
governo invisível dono do verdadeiro poder de comando sobre o país. Nós somos
governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos são formados, nossas idéias
são sugeridas, na maioria das vezes, por pessoas que nunca ouvimos falar. (…) Em
quase todos os momentos da nossa vida, quer na política, quer nos negócios, quer no
nosso comportamento social ou pensamento ético, nós somos dominados pelo número relativamente pequeno de pessoas (…) que compreendem os processos mentais e padrões sociais das massas. São essas pessoas quem manipulam os botões que controlam a mente pública”.

Além de seu trabalho na campanha da fluoretação para o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, ele trabalhou para um presidente dos Estados Unidos, para a Procter &Gamble, a CBS, a General Electric e a Companhia Americana de Tabaco, entre outros. A rota que ele visualizou para o sucesso da campanha de fluoretação envolvia, necessariamente, a aprovação da área médica e odontológica. Uma vez conquistada tal aprovação, a opinião pública se tornaria favorável.

Utilizando todo o seu poder e influência, a equipe de fluoretação do Serviço de Saúde
Pública dos Estados Unidos convenceu a prefeitura da cidade de Grand Rapids, em
Michigan, a permitir que se fluoretasse o seu suprimento de água. Uma outra cidade,
chamada Muskegon, não fluoretada, serviria de controle para comparar o experimento.
O projeto teve início às 4 horas da tarde do dia 25 de janeiro de 1945 (apenas 3
meses após a publicação das advertências no Journal of the American Dental
Association) e assim, Grand Rapids seria a primeira cidade da história a adicionar flúor
à água potável. É importante observar que o projeto foi levado a cabo na ausência de
quaisquer estudos publicados sobre a segurança em se adicionar flúor ao suprimento
hídrico daquela cidade. Os seus habitantes se tornaram cobaias involuntárias.
Perseguição – Os opositores da fluoretação foram rapidamente rotulados pelos
mestres em relações públicas como sendo radicais, extremistas e paranóicos.

De repente, a American Dental Association e o Serviço de Saúde Pública dos Estados
Unidos começaram a apoiar a fluoretação indiscriminada, até mesmo antes de um
único estudo do experimento de Michigan haver sido completado, demonstrando a
segurança do procedimento ou a redução da incidência de cáries. Certamente que
havia uma ótima razão para não se esperar pelos resultados finais: os resultados
iniciais já demonstravam claramente que a incidência de cáries de Muskegon (não
fluoretada) caíra tanto quanto a de Grand Rapids (fluoretada). Aliás, as estatísticas
mundiais demonstram que as cáries já estavam diminuindo em todos os países
industrializados, muito antes da fluoretação, devido às melhores condições de nutrição
e higiene.
As contradições acima foram reconhecidas e documentadas em 1952 por um Deputado
Federal do estado de Nebraska, Arthur Lewis Miller, que também era presidente do
Comitê Especial de Substâncias Químicas nos Alimentos. Ele registrou a estranheza
pelo amplo apoio da alta hierarquia do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos à
fluoretação, apenas 3 meses após a publicação de advertências recomendando
extrema cautela. Ele também comentou a posição extremamente conveniente de Oscar
Ewing como Administrador da Segurança Federal e advogado da ALCOA, empresa
ansiosa por se livrar do lixo tóxico que é o fluor.

Livro conta o esquema – No livro que escreveu sobre esse assunto (Fluoride: The
Aging Factor), o Dr. John Yiamouyannis (Ph.D. em bioquímica, membro da
International Society of Fluoride Research, ex-membro do corpo editorial da revista
Fluoride e descobridor da relação entre flúor e câncer) conta que os dentistas
dissidentes recebiam censuras ou até chegavam a perder o seu registro pela
Associação Americana de Odontologia. Conta também que os cientistas da área eram
controlados pelas verbas de pesquisa do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos,
e todos aqueles que criticavam a fluoretação viam suas verbas secarem. Essa tática,
por sinal muito eficiente, ainda é utilizada em muitas outras áreas da ciência
totalmente politizada dos dias de hoje.

Na década de 1960, o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos contratou um
especialista em fluoretação chamado John Small, cujo trabalho era cortar pela raíz
toda e qualquer crítica com relação à fluoretação, nem que para isso precisasse
perturbar a vida, intimidar e até destruir a carreira profissional de qualquer
um que falasse publicamente sobre os perigos da fluoretação.

O próprio Dr. John Yamouyannis, à época editor do maior serviço mundial de informações químicas, o Chemical Abstracts Service, conta em seu livro que, após escrever revisões científicas contendo críticas à fluoretação, o Dr. John Small entrou em contato com o seu superior, que por sua vez o advertiu que estaria ameaçada uma verba federal de 1 milhão e cem mil dólares, caso ele não cessasse suas críticas à fluoretação. Após diversas advertências, e não tendo diminuído a divulgação da verdade sobre os perigos da fluoretação, o Dr. Yamouyannis foi forçado a pedir demissão. Em 1978, seus
testemunhos perante os tribunais do estado da Pensilvânia convenceram o juiz a
proibir a fluoretação de todo o suprimento de água da região.

Imediatamente em seguida, em 1979, a Associação Americana de Odontologia
publicou um artigo, conhecido como “White Paper on Fluoridation”, uma espécie de
bíblia que estabeleceu os parâmetros sobre como lidar com inimigos da fluoretação dali
por diante. Os opositores seriam oficialmente rotulados como não qualificados para
opinar sobre o assunto. Diz o artigo:

“Os dentistas, individualmente, devem se convencer de que não precisam estar a par dos relatos científicos sobre fluoretação, para que se tornem participantes ativos da mesma; sendo que a não-participação configura flagrante negligência”.

Em outras palavras, feche os olhos para o que diz a ciência e faça como nós mandamos. O artigo sugere aos dentistas que convençam seus pacientes que atuam na política, durante as consultas, a respeito das virtudes e eficácia da fluoretação. E sugere que a Agência de Proteção Ambiental, o Centro de Controle de Doenças, os Centros Nacionais de Estatísticas de Saúde, o Instituto Nacional de Pesquisas Odontológicas e as sociedades odontológicas estaduais americanas trabalhem em conjunto na implementação da fluoretação.
O mesmo artigo contém até uma sugestão de como traçar o perfil de comportamento
dos opositores, de modo a lidar melhor com eles. Os debates públicos sobre a
segurança da fluoretação deveriam ficar a cargo do Serviço de Saúde Pública dos
Estados Unidos e dos departamentos de saúde dos estados, os quais assegurariam ao
público que não existem estudos indicando problemas com a adição de pequenas
quantidades de flúor à água. Obviamente, isso não é verdade. Desde a década de
1960, há estudos científicos mostrando que a substância pode ser tóxica até mesmo
dentro das baixas concentrações propostas.

Em 1974, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos estipulou a
concentração máxima permissível de flúor como sendo de 1,4 ppm para regiões de
clima mais quente e 2,4 ppm para regiões mais frias. A razão da disparidade se deve
ao acúmulo da substância tóxica, a qual permanece no organismo por muito tempo
após a ingestão. No caso do flúor, a preocupação é com acúmulos nos ossos. Pessoas
que moram em regiões mais quentes bebem mais água e, portanto, ingerem e
armazenam quantidades maiores de flúor, em comparação aos habitantes de regiões
mais frias.
A Associação Odontológica Americana (American Dental Association) não se conformou com o fato da Agência de Proteção Ambiental considerar como sendo quase tóxicos os
níveis de flúor adicionados à água potável, e pediu a ela que elevasse os critérios de
concentração tóxica para 8 ppm, a fim de diminuir eventuais temores com relação ao
programa de fluoretação. Em resposta, a Agência de Proteção Ambiental instaurou
uma comissão de inquérito, convidando representantes da Associação Odontológica
para depor. Durante as audiências, foi exibida a foto de uma criança com os dentes
horrivelmente quebrados e repletos de erosões causadas pela fluorose, após exposição
a 4 ppm de flúor proveniente de uma fonte natural. A representante da Associação
Odontológica, Dra. Lisa Watson, em seu depoimento, declarou que tal caso não se
tratava de um

Na próxima edição, a segunda parte deste artigo. Você conhecerá outro aspecto surpreendente da história da fluoretação – a conexão do flúor com o programa nuclear dos Estados Unidos. Um aspecto que ilustra muito bem a maneira pela qual interesses industriais e governamentais podem manipular a verdade. Uma verdade que somente emergiu no ano de 1997, após ter sido mantida em sigilo absoluto por 50 anos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s