Valéria de Velasco: Doçura e dor no olhar

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Valéria de Velasco- foto EBC

Conheci Valéria de Velasco num dia qualquer, que se tornou especial. Eu já tinha ouvido falar da jornalista competente, de faro apurado, sensível e de texto admirável… Uma jornalista que dignifica a carreira, saindo do previsível e humanizando as pautas.

Eu também sabia, como alias, a população do DF também, do drama vivido por ela quando em agosto de 1993, seu rebento, o estudante Marco Antônio Velasco, de 16 anos, foi espancado até a morte por dez jovens que faziam parte de uma gangue chamada Falange Satânica. Transformou a dor em causa, e saiu em defesa dos que precisavam de vez e voz. Foi assim que criou o Comitê Nacional de Vítimas de Violência (Convive).

Conhecê-la pessoalmente tocou-me profundamente. Carregava doçura e dor no olhar.

Ela em 2009, foi convidada a assumir o posto de subsecretária da Pró-Vítima (Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência) na Secretaria de Justiça do Distrito Federal. Foi quando a conheci.

Depois disso, de 2015 para cá, estreitamos os laços e trabalhamos de maneira mais próxima por meio do Movimento Brasil Sem Azar. Ela sempre solícita, diligente e leve.
Eu e meu amigo e, então sócio, João Vitor Fernandes, muito aprendemos e nos orgulhamos em ter trabalhado lado a lado com ela, numa missão que julgamos importante ao país: combater a jogatina.
Ela era generosa, companheira, leal mas sentia-se a dor que carregava desde agosto de 1993.
Era uma pessoa singular. Dessas que deixam saudades e que não serão esquecidas.  Recentemente, li um editorial sobre ela no Correio Braziliense, escrito pela também ímpar Ana Dubeux. Fique emocionado!
Há pessoas que agradecemos por termos tido a oportunidade de ter feito parte de nossa história. Valéria de Velasco foi importante para mim. E sei que para muitos outros também.
Em nome de todos os felizardos que puderam desfrutar dessa existência, agradeço por sua vida tão significativa para nós.
Que a semente que plantou em nós frutifique no exemplo da bela família que deixou:  três filhas, cinco netos e um bisneto
Neste 17 de abril, deixo meu até logo, com doçura e dor no olhar.
Marcos Linhares
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