Jornalista policial lança livro sobre bastidores de crimes que marcaram a história de Brasília

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Jornalista policial lança livro sobre bastidores de crimes que marcaram a história de Brasília

Gabriela Ferigato | 17/04/2014 15:45
Os bastidores do episódio dos “Anões do Orçamento”, a fuga de Marcelo Bauer, condenado pela morte da namorada, o sequestro de Cleucizinha, filha do então senador Luiz Estevão, entre outros casos de polícia que tiveram grande repercussão em Brasília (DF), são contados no livro “Não existe crime perfeito”, do jornalista policial Marcos Linhares.

Crédito:divulgação
Jornalista conta história de crimes famosos em Brasília (DF)
Resultado de dois anos de produção, essa é a segunda edição da obra e conta 14 casos de polícia, além de novos desfechos dos que foram narrados na primeira versão.
A principal fonte foi o ex-diretor geral da Polícia Civil do DF, Laerte Bessa, além de delegados e agentes que participaram direta ou indiretamente das investigações. Segundo Linhares, a proposta era fazer um livro com histórias reais, mas que tivesse uma linguagem de ficção.
“A ideia é mostrar os crimes de uma forma diferente do que as pessoas encontram no Google ou na imprensa. Todas as histórias têm como foco os bastidores, detalhes que não saem no relatório policial”, afirma Linhares. Como exemplo, o autor cita alguns detalhes sobre o assassinato de Ana Elizabeth Lofrano dos Santos – que se desdobrou no episódio mais famoso do livro, os “Anões do Orçamento”.
Crédito:Reprodução
Obra traz revelações que não saíram na mídia
Apontado como mandante do crime, seu marido, José Carlos Alves dos Santos (ex-chefe da Assessoria de Orçamento do Senado), era muito influente em Brasília, e maior analista do orçamento. “Quando ele simulou o sequestro da esposa, o presidente Itamar Franco ligou para o delegado responsável, o Bessa, e disse para cuidar bem do caso, pois Alves era um cara de estima e importante para o governo. Então o José Carlos passou a acompanhar as investigações do próprio crime. No final das contas, criaram uma investigação paralela”, conta o jornalista.
Sobre a cobertura da imprensa na época, Linhares destaca um acontecimento específico. Preso, José Carlos Alves teria cobrado R$ 1 milhão da revista Veja para conceder uma entrevista e entregar os anões do orçamento. A publicação topou, mas a condição imposta pela polícia é que os repórteres, após a conversa, passassem algumas informações para ajudar na apuração.
“Os jornalistas não cumpriram com a promessa, mas a polícia já sabia que ia ser traída e grampearam a cela. Então eles ligaram para a IstoÉ e disseram: ‘Olha, a Veja pagou pela entrevista, nós vamos entregar de graça para vocês’”, conta. E neste final de semana as duas revistas saíram com a mesma capa.
A obra foi base para o roteiro de um dos capítulos da série “Até que a morte nos Separe”, do canal americano Arts & Entertainment. A primeira edição foi finalista do prêmio International Latino Book Awards 2013, em Nova Iorque, na categoria melhor livro de não-ficção em Língua Portuguesa.
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